Hoje senti muito a tua falta. Falta das horas de conversas inebriadas por uma garrafa de vinho tinto, naquele restaurante fantástico. Falta do teu abraço forte, das tuas mãos nas minhas, sede do cheiro da tua saliva. Falta do desejo que sentes quando te entusiasmas com a transparência do meu vestido. Falta da água quente que partilhamos no banho e que limpa a espuma do creme que espalháste no meu corpo. Falta do tempo que dedicas a passar o pente no meu cabelo. Falta da suavidade do teu pijama, no qual me encaixo tão bem e me sinto tão confortável. Falta do teu calor debaixo dos lençóis, que rejeitas quando te entusiasmas pressionando-me contra a cama. Falta da felicidade que me dás no momento em que te desprendes de tudo o que é material e explodes convulsivamente. Falta do sorriso que me ofereces depois.
Hoje quis que estivesses aqui para sentir falta do que nunca tivemos...
domingo, 25 de fevereiro de 2007
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Apenas um momento...
Depois de mais de seis meses de palavras ditas ao telefone, de expectativas goradas, de um reencontro que nunca mais acontecia, finalmente, depois de algumas horas de voo de uma ilha distante directamente para Lisboa, depois de mil e uma desculpas, caio nos teus braços.
Os nervos contorciam-me os músculos e faziam-me tremer o queixo. De repente estavas ali e o desejo de colar a minha boca à tua estava tão perto de se concretizar que já não podia esperar... beijaste-me e eu não resisti. As tuas mãos entraram pela minha camisa e aí perdi-me. Durou apenas um momento e ficou quase tudo por dizer, quase tudo por fazer. De repente estavas à distância de um sopro e eu sem fólego e sem coragem para partir.
Parti, partiste, o momento não foi aquele, o segundo em que te vi assemelhou-se a uma coincidência, um mero acaso. Agora a saudade é maior que nunca e mais do que nunca quero ser tua...
Os nervos contorciam-me os músculos e faziam-me tremer o queixo. De repente estavas ali e o desejo de colar a minha boca à tua estava tão perto de se concretizar que já não podia esperar... beijaste-me e eu não resisti. As tuas mãos entraram pela minha camisa e aí perdi-me. Durou apenas um momento e ficou quase tudo por dizer, quase tudo por fazer. De repente estavas à distância de um sopro e eu sem fólego e sem coragem para partir.
Parti, partiste, o momento não foi aquele, o segundo em que te vi assemelhou-se a uma coincidência, um mero acaso. Agora a saudade é maior que nunca e mais do que nunca quero ser tua...
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Segundo sentido
Tudo ou quase tudo tem sempre um segundo sentido, duas visões, dois lados. Um rosto tem duas faces, uma folha tem duas páginas, uma janela tem o lado de dentro e o lado de fora, a lua tanto pode ser nova como cheia, enfim tudo ou quase tudo pode ser visto de dois lados, de dois prismas.
Hoje conversava com uma pessoa que conheci outro dia e a mesma dizia-me que, enquanto para ele a sensação de que a vida passa depressa chega a ser angustiante, para um médico seu amigo, pelo contrário, essa mesma sensação é sinal de saúde. Ou seja, para quem sofre de algum enfermidade, a dor faz com que o tempo pareça que não passa e as horas prolongam-se num dia que mais parece uma eternidade.
Confesso que nunca tinha pensado nesta versão quando digo que o tempo voa. Afinal voa porque tudo está bem, porque quando estamos felizes não há atrito ao tempo e ele corre livre, sem deixar marca. Ao contrário, se algo me preocupa ou me desassossega, sinto que luto contra ele, que nessa altura passa a ser um obstáculo, uma sucessão de dias e horas insuportavelmente longas.
Até o tempo tem duas versões, dois sentidos, tudo depende do lado em que estamos.
Até já.
Hoje conversava com uma pessoa que conheci outro dia e a mesma dizia-me que, enquanto para ele a sensação de que a vida passa depressa chega a ser angustiante, para um médico seu amigo, pelo contrário, essa mesma sensação é sinal de saúde. Ou seja, para quem sofre de algum enfermidade, a dor faz com que o tempo pareça que não passa e as horas prolongam-se num dia que mais parece uma eternidade.
Confesso que nunca tinha pensado nesta versão quando digo que o tempo voa. Afinal voa porque tudo está bem, porque quando estamos felizes não há atrito ao tempo e ele corre livre, sem deixar marca. Ao contrário, se algo me preocupa ou me desassossega, sinto que luto contra ele, que nessa altura passa a ser um obstáculo, uma sucessão de dias e horas insuportavelmente longas.
Até o tempo tem duas versões, dois sentidos, tudo depende do lado em que estamos.
Até já.
sábado, 3 de fevereiro de 2007
O lançamento
Sentido pode ser por exemplo, significado, pessoa emocionada, sexto sentido, ou simplesmente uma direcção.
Abro este blog pois fui desafiada para o criar e ao fim de algum tempo tomei coragem e cá está ele... cá estou eu.
Tenho uma amiga (a desafiadora) que tem o blog dela, que eu adoro e através dele vasculhei uma série de outros blogs, os quais também gostei bastante. Foi esta filosofia, de falarmos com quem não nos conhece que me despertou a vontade de dar a conhecer um outro sentido de mim mesma e de gravar aqui momentos, "desacontecimentos", impressões, instantes, ideias e o que for.
Por outro lado, revelar segredos sem medo das consequências, confesso que é excitante. Não, não sou leviana e muito menos inconsequente, mas aqui sinto que poderei ser ainda mais natural, despreconceituosa, atrevida, usar de uma liberdade que por vezes nos privamos de tomar por pejo ou timidez.
Aqui espero poder vir a partilhar muitos sentidos, os sextos, os sétimos, os negros, os tristes, os felizes, os das Ilhas, os do Continente, os meus, os dos outros, e muito especialmente, os nossos.
Bem hajam.
Até já
Abro este blog pois fui desafiada para o criar e ao fim de algum tempo tomei coragem e cá está ele... cá estou eu.
Tenho uma amiga (a desafiadora) que tem o blog dela, que eu adoro e através dele vasculhei uma série de outros blogs, os quais também gostei bastante. Foi esta filosofia, de falarmos com quem não nos conhece que me despertou a vontade de dar a conhecer um outro sentido de mim mesma e de gravar aqui momentos, "desacontecimentos", impressões, instantes, ideias e o que for.
Por outro lado, revelar segredos sem medo das consequências, confesso que é excitante. Não, não sou leviana e muito menos inconsequente, mas aqui sinto que poderei ser ainda mais natural, despreconceituosa, atrevida, usar de uma liberdade que por vezes nos privamos de tomar por pejo ou timidez.
Aqui espero poder vir a partilhar muitos sentidos, os sextos, os sétimos, os negros, os tristes, os felizes, os das Ilhas, os do Continente, os meus, os dos outros, e muito especialmente, os nossos.
Bem hajam.
Até já
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