Vagueando pelo espaço da noite, liberta-se esta vontade de entrar pelo mar adentro e deixar de sentir até a gravidade.
Hoje não quero nada, não quero ver nada, não quero estar com ninguém.
A água gelada arrepia-me a pele e absorve-me num afogamento fictício que me puxa, puxa até me arrastar para o meio de nada. Era aqui que eu queria estar, num azul imenso, frio, sem cheiro, nem sabor.
Espero um momento. Subo, aqueço, ganho vida e guardo aquele eu até à próxima recaída, onde de novo o vou agarrar, para o voltar a expelir.
Há dias assim, em que a vida é tudo menos grata. Mas tudo continua numa vertigem repetida e imortal...
domingo, 4 de março de 2007
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